Zura

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

HISTÓRIA DO VÔO LIVRE-PARAGLIDER OU PARAPENTE


Paraglider e Asa Delta

O Parapente, também conhecido como Paraglider nos países de língua inglesa, surgiu inicialmente na Europa no início dos anos 80, que por necessidade dos alpinistas, após escalar montanhas, a fim de descer facilmente, utilizavam o equipamento para descê-las voando.
No início os parapentes (paraglider) ainda eram experimentais e seu uso se resumia à pequenos vôos. Nos dias de hoje, inúmeras fábricas surgiram no mundo inteiro e os projetos têm se evoluído cada vez mais, proporcionando vôos cada vez mais seguros e mais longos, neste espetacular esporte radical.
No Brasil, o primeiro vôo de Paraglider que se tem registro aconteceu em 1988, no Rio de Janeiro, onde dois suíços decolaram da rampa da Pedra Bonita que já era utilizada por praticantes de asa-delta. A novidade atraiu a atenção de alguns cariocas que tinham em comum o fascínio pelo vôo-livre.
Assim se formou o primeiro grupo de pilotos brasileiros. O vôo, que naquela época durava poucos minutos, às vezes não permitia ao piloto chegar na praia, o que o obrigava a procurar um lugar para pousar em meio do caminho.
A asa-delta surgiu primeiro, no início dos anso 70. No Rio Grande do Sul, os primeiros vôos foram realizados em 1976 por um grupo de policiais rodoviários que se dominavam os "Falcões".
Realizaram as suas primeiras experiências no Morro do Chapéu em Sapucaia do Sul. Posteriormente descobriram o Morro Ferrabraz (Sapiranga), onde o esporte realmente se firmou e evoluiu.
Atualmente o planejo dos parapentes chega a ultrapassar a razão de 8/1, ou seja, para cada 8 metros voando para frente 1 metro de altitude é perdido.
Graças à evolução da tecnologia os vôos de distância têm se tornado cada vez mais frequentes, iniciando uma corrida pela quebra dos recordes mundiais
Considerado por seus praticantes como um esporte radical, o Paraglider (ou parapente), diferente do pára-quedismo, o objetivo é plainar durante o maior tempo possível, enquanto no pára-quedismo a grande emoção está na sensação da queda livre
Reúne pessoas de diferentes classes sociais, formação cultural e condicionamento físico, dividem rampas do pais como se fossem uma grande família. A camaradagem e o bom humor são facilmente encontrados no meio.
No paraglider o esportista fica "sentado", na asa-delta o piloto "deita de barriga".
Na asa-delta é preciso uma rampa para saltar, no paraglider ou parapente, tendo um espaço na montanha ou morro é o suficiente. O paraglider só decola se estiver aberto.

O vôo livre tem duas modalidades: A asa delta e o paraglider (parapente).
  • Paraglider - denominação em inglês: PARA (paraqueda) GLIDER (planar) - Paraquedaplanador.
  • Parapente - denominação em francês: PARA (paraqueda) PENTE (encosta) - Paraqueda de encosta.


Embora os mesmos princípios básicos permitam a prática de vôo livre, as duas modalidades possuem diferenças básicas, pricipalmente quanto à sua estrutura e forma de pilotagem.
Quanto à estrutura: Asa Delta - estrutura rígida (metálica e cabos de aço) que mantém o seu perfil aerodinâmico.
Paraglider: A pressão interna de ar é que mantém o perfil aerodinâmico.
Quanto à forma de pilotagem: Asa Delta - O piloto fica preso a asa como um pêndulo e o deslocamento do centro da gravidade deste pêndulo é que permite a aceleração e a realização de curvas.
Paraglider: O comando é bem mais simples, existem dois freios e através deles se comanda a aceleração e a realização das curvas.

As Dificuldades


Na asa delta, a maior dificuldade são as primeiras aulas. Como o comando é pelo deslocamento do centro da gravidade, até o aluno achar o ponto e a intensidade do comando, tem que fazer muitas corridas junto ao solo, o que exige um bom preparo físico.
No paraglider é muito fácil de se dar os primeiros vôos. A maior dificuldade é a auto-confiança dos alunos que os leva a operar fora dos limites, o que pode resultar em acidentes.

Os equipamentos obrigatórios são o cinto, pára-quedas de emergência, mosquetão e capacete.
Equpamentos opcionais: Rádio para comunicação, altivário e GPS.
O Paraglider é um equipamento simples e prático. Vem em uma mochila pesando, em média, 12 quilos, o que facilita seu transporte em moto ou nas costas.
Quando praticar o esporte, consuma bastante água, refeições leves, roupas que facilitem o movimento, tênis, joelheira de skatista, capacete e protetor solar.


Equipamento Básico





VELAME


O velame do parapente é constituída pelo EXTRADORSO (superfície superior da

 asa) e INTRADORSO (superfície inferior da asa). É normalmente confeccionada
em tecido de nylon, mas actualmente vem-se utilizando novos materiais, cada
vez mais resistentes.





MOSQUETÕES


São dispositivos metálicos, com uma rosca ou outro tipo de engate, que se

utilizam para unir os suspensores com as bandas, as bandas com a selete,
 ou ligar o acelerador. Existem vários tipos e modelos, e também são utilizados
em outros desportos como o alpinismo.






CADEIRA OU SELETE (ARNÊS)


Composta por várias cintas e uma superfície de tecido, é o elemento em

forma de assento onde  o piloto se instala. É uma cadeira construída com
 tecido tipo Cordura® e cosida com fios de poliéster, que além disso conta
com mosquetões, variados tipos de protecções (rígidas, airbag),
 um abrigo para o pára-quedas de emergência, cinta ventral, perneiras
e várias modos para ajustar a posição (desde perfeitamente erguido a
semi-deitado). Existe uma quantidade muito importante  de modelos,
que se diferenciam em termos de segurança, comodidade e qualidade.





PÁRA-QUEDAS DE EMERGÊNCIA


É um pára-quedas, de superfície simples, com forma similar a uma semi-esfera.

As suas dimensões reduzidas permitem que fique acoplado à cadeira. Como o
próprio nome indica, serve para uma utilização de emergência, em caso de perca
das faculdades de voo do parapente.

Eletrônicos






ANEMÓMETRO


É o aparelho que mede a velocidade do vento.





RÁDIO VHF 2m


É o aparelho através do qual se faz a cominucação. É muito importante para a

segurança  e fundamental em vôo de distância. Praticamente obrigatótio nos
vôos dedistância e em campeonatos.





VARIÓMETRO


Aparelho que indica a variação da altitude ou velocidade vertical, que apita

no caso de subida em ascendente e em descendente. Atualmente quase todos
 se podem ligar a uma sonda  anemómetro. Faz o registo em gráfico num
computador, garantindo que o vôo foi feito  num determinado tipo de aeronave;
 também faz o registo da taxa de queda (máxima e mínima), faz um gráfico de
altitude, regista a hora de saída, o tempo total de vôo, a hora de chegada e
pode ainda estar ligado a um GPS para dar mais informações. Para a homologação
de recordes o seu uso é obrigatório. Alguns modelos mais sofisticados tem o GPS
integrado, dando informações adicionais para os interessados em campeonatos e
vôo de cross-country.





G.P.S


Aparelho ligado a um sistema de satélite que fornece a posição, velocidade,

altitude e muitas  mais informações, que permitem aprofundar o conhecimento
geográfico. Obrigatório o uso em campeonatos.


Acessorios






CAPACETE


Deverá ter sido desenhado para parapente e deve estar homologado. Atualmente

 existem  capacetes em carbono, muito leves. É um elemento fundamental na
segurança - deverá  ser a primeira coisa a pôr e a última a tirar.





BOTAS


Proteção do tornozelo e do pé, em caso de aproximação mais forte no pouso

 ou irregularidade  do terreno. É o primeito equipamento a ser comprado logo
 nas primeiras aulas no morrinho.





MACACÃO OU ROUPA DE VÔO


Funciona como corta-vento e deve ser mais quente em vôo de montanha

 (a temperatura  desce cerca de 0.8º por cada 100m de subida).





LUVAS


Protecção das mãos, face ao frio, ao terreno e aos suspensores.






ÓCULOS


Protecção da vista, face ao sol, poeiras ou insectos



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